quinta-feira, 4 de agosto de 2016

País com 900 mil habitantes 'abandona' Rio-2016 antes mesmo de estrear

(Foto: Reprodução)


Existe quem esteja satisfeito com a participação na Rio-2016 antes mesmo da estreia no torneio olímpico de futebol. Trata-se de Fiji, atualmente na 187ª posição no ranking da Fifa. Com cerca de 900 mil habitantes, o país da Oceania "abandonou" a disputa em um grupo formado ainda por Alemanha, México e Coreia do Sul.

A seleção de Fiji quer curtir e aprender. Os jogadores esbanjam carisma e até aproveitaram o reconhecimento da Arena Fonte Nova para tirarem selfies e deitarem no gramado como recordação do Brasil. Eles entendem que têm apenas três jogos pela frente antes do retorno para casa. O primeiro acontece nesta quinta-feira (4), às 20h (de Brasília), contra a Coreia do Sul, em Salvador.

“É a nossa primeira vez nos Jogos Olímpicos. Fiji é uma pequena ilha e a seleção de futebol vir ao Brasil já é uma experiência maravilhosa. Somos realistas em relação ao torneio. São três grandes seleções e desejamos ganhar experiência. Estamos satisfeitos em participar do show. Queremos ser incríveis e mostrar que podemos competir”, afirmou o técnico Frank Farina.

O australiano conduz o sonho de Fiji ao lado do principal jogador: Roy Krishna. Aos 28 anos, o atacante é um dos três atletas acima de 23 convocados por Farina. Roy atua no Wellington Phoenix, da Nova Zelândia.

O astro de Fiji no futebol chegou a balançar as redes no Mundial de Clubes da Fifa de 2013. Ele se mostrou emocionado por disputar uma Olimpíada e ter a oportunidade de atuar no Brasil.

“Estamos empolgados, felizes e amamos a atmosfera desde que chegamos. É um sonho que se transformou em realidade”, disse.

Se Fiji está longe de ameaçar qualquer seleção no futebol, a história é diferente no rugby. O esporte é o mais popular no país. A seleção tem três participações na Copa do Mundo da modalidade e integrou as semifinais em 2008, quando terminou na terceira colocação. Serve de inspiração.

“O rugby é algo totalmente diferente por lá. É o esporte número um. Temos bastante expectativa com o futuro do nosso futebol, mas vivemos outro momento. Essa é a realidade”, encerrou Frank Farina.

UOL Esporte