Flamengo assume responsabilidade por vítimas, trabalha em indenizações, mas apoia investigação por causas

(Foto: André Durão)


O Flamengo assume a responsabilidade, mas aguarda a investigação que definirá culpados pela tragédia de sexta-feira no Ninho do Urubu. Basicamente, esta é a leitura do clube, que se cerca de cuidados e informações para o desenrolar dos fatos que resultaram na morte de dez jovens das categorias de base.

O comitê de crise montado na Gávea se reúne com o Ministério Público nesta segunda-feira para prestar esclarecimentos e dar continuidade à apuração das causas do incêndio. O presidente Rodolfo Landim estará presente.

O clube tem tido dificuldade para encontrar os documentos necessários e uma força-tarefa atua na sede da Gávea para que todos sejam apresentados no encontro. Órgãos como o Corpo de Bombeiros também estarão representados.

O comitê, por sua vez, tem trabalhado apoiado em um tripé bem definido: dar apoio às famílias; colaborar na apuração dos fatos; tratar das indenizações pertinentes para que ninguém fique desamparado.

Independentemente do desenrolar da parte criminal do processo, o Rubro-Negro arcará com suas responsabilidades pelos 26 jovens que dormiram no CT naquela noite. A estratégia de momento visa buscar acordos que agilizem o processo.

O diretor jurídico, Bernardo Accioly, é quem está de frente do tema de indenizações e todos os direitos legais dos familiares. As vítimas tinham contrato de formação com o clube, que incluía seguro de vida e serviço funerário.

Outras tragédias como exemplo

Outras tragédias no futebol servem de exemplo e indicam que acordos são o melhor caminho. A família de Dener, morto em acidente de trânsito enquanto defendia o Vasco, em 94, travou longa batalha judicial com o clube até chegar a acordos para receber o que tem direito.

Mais recente, o acidente envolvendo a delegação da Chapecoense, em novembro de 2016, é outro exemplo. A maioria das famílias segue em disputas intermináveis tanto contra o clube como contra a LaMia. Até hoje, a seguradora da empresa aérea não pagou indenizações.

Propostas de acordo foram feitas e rejeitadas nos últimos dois anos. No campo trabalhistas, apenas as famílias dos jogadores que fizeram acordo com a Chape, como a do volante Josimar, receberam a quantia prevista.

Na ocasião do acidente, os familiares receberam o seguro de vida previsto em contrato. O cálculo era feito com base no salário pago em carteira.

Globo Esporte

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