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A previamente anunciada crise da Aston Martin ficou ainda mais evidente após o GP da Austrália, disputado no domingo (8). Com problemas de vibração em todo o carro, peças de reposição escassas e pouquíssima quilometragem na pré-temporada, a equipe aproveitou a corrida em Melbourne para treinar e obter dados sobre o carro.
Na sexta-feira, a partir das 00h, você acompanha ao vivo o primeiro treino livre do GP da China no sportv3. A transmissão da classificação da corrida sprint começa às 04h15, com a largada oficial ainda na sexta, a partir das 23h. No sábado, às 03h45, o sportv3 transmite a classificação para o GP da China. O GP da China será transmitido ao vivo pelo sportv 3 a partir de 03h30 na madrugada de sábado para domingo. Após a cerimônia do Oscar, ainda no domingo à noite, a TV Globo exibe o compacto da prova.
Fernando Alonso e Lance Stroll foram chamados aos boxes na metade inicial da prova e pareciam ter abandonado, mas retornaram à pista na sequência - ambos com mais de dez voltas de desvantagem em relação aos líderes. No fim, os dois acabaram voltando à garagem para preservar componentes do carro e não concluíram a disputa.
O próprio Stroll afirmou que a equipe apenas “circulou” na pista de Albert Park, sem preocupação com as posições. Por sua vez, Alonso até saltou de 17º para décimo de forma surpreendente na largada, mas voltou rapidamente ao fundo do pelotão. Depois da prova, o bicampeão explicou a abordagem da Aston Martin:
– Nós fizemos a volta de apresentação, largada, pit stops, tudo isso. Parecem coisas normais para todos, mas para nós é novo, porque nunca chegamos às 19h no Bahrein (13h no fuso de Brasília, horário de encerramento dos testes de pré-temporada) quando todos estavam praticando as largadas.
– Para nós, poder correr com os dois carros e fazer todas essas coisas é, com certeza, um dia muito bom para o aprendizado – disse o veterano.
A equipe inglesa teve muitos problemas na pré-temporada, com quebras e longos períodos sem sair da garagem. Como resultado, a quilometragem foi de longe a menor entre os 11 times, com um agravante: a Aston Martin é a única a usar o motor Honda, e a obtenção de dados relevantes foi ínfima em comparação às rivais.
Depois dos testes no Bahrein, a Honda identificou a vibração oriunda da parte de combustão do motor como principal causa dos problemas da equipe.
O chacoalhar se espalha por todo o carro, afeta a bateria e, de acordo com o chefe Adrian Newey, poderia até causar danos permanentes nos nervos das mãos dos pilotos, em caso de pilotagem por períodos acima de 25 voltas. No entanto, os pilotos não relataram maiores problemas neste sentido.
De qualquer forma, os percalços no funcionamento da bateria foram tão impactantes que a Aston Martin se viu sem peças - para o GP da Austrália, apenas os equipamentos já instalados nos carros de Alonso e Stroll estavam disponíveis.
Mesmo diante de tantos problemas, Mike Krack, diretor de pista da Aston Martin, acredita que a equipe poderia ter concluído o GP da Austrália se não tivesse optado por preservar os componentes.
– Do ponto de vista da performance, provavelmente não foi o melhor dia da história, mas foi um bom dia para nós como time, em termos de parceiros, de quilometragem, confiabilidade. Foi o dia em que aprendemos mais até agora, e considerando o que tivemos até agora, acho que foi um bom dia – disse, acrescentando:
– No fim das contas, acho que é de conhecimento geral que não estamos com partes sobrando. Também não tinha muito para ganhar de onde estávamos, e tomamos a decisão juntos para preservar as partes. Não tivemos problemas com motor e não temos uma bola de cristal, mas tenho confiança de que poderíamos ter finalizado – concluiu.
De acordo com Shintaro Orihara, engenheiro-chefe da Honda Racing, a expectativa da fabricante de motores e da Aston Martin é de que a próxima corrida da Fórmula 1, na China, seja mais “normal”, com maior quilometragem. O japonês afirmou que as vibrações na bateria foram reduzidas e que, em tese, o time inglês será capaz de concluir a prova em Xangai.
– Agora, temos mais confiança em dar mais quilometragem às nossas baterias. Então, a próxima semana deve ser mais normal. Do Bahrein até aqui, vimos uma grande melhora em termos de vibração da bateria. Na China, vamos focar em construir quilometragem e obter dados para melhorar nossa performance, além de otimizar o gerenciamento de energia. É difícil dizer que podemos dar grandes passos, mas vamos seguir trabalhando para melhorar – explicou.
Globo Esporte