terça-feira, 29 de novembro de 2016

Autoridades encerram buscas com 71 corpos e seis sobreviventes

(Foto: Reprodução/Twitter)

Por Nicholas Araujo
Redação Blog do Esporte


As autoridades da Colômbia encerraram as buscas dos corpos e sobreviventes do acidente com o avião da Chapecoense, que saiu da Bolívia rumo a Medellín, onde o clube brasileiro faria o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana nesta quarta-feira (30), contra o Atlético Nacional. Ao todo, 77 pessoas estavam no avião, sendo 71 mortos e seis sobreviventes.

O número foi ajustado de acordo com o líder de busca da Unidade de Gestão de Riscos e Desastres (UNGRD), Carlos Iván Márquez. Quatro pessoas não embarcaram no voo de última hora, sendo eles Luciano Buligon, prefeito de Chapecó (SC), Plínio David de Nes Filho, presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense, Gelson Merisio (PSD), presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e Ivan Carlos Agnoletto, jornalista da rádio Super Condá, de Chapecó.

“Pode-se dizer que foi uma das operações mais rápidas que já fizemos, com logística aérea, terrestre, de maquinário e humana. A Polícia Nacional, a Força Aérea, os organismos de socorro e toda a institucionalidade departamental e nacional, como um sistema, operou nesta ação de busca e resgate para mitigar a dor das famílias destas pessoas”, disse Márquez, em pronunciamento para a imprensa.

Alan Ruschel pede para que guardem sua aliança de casamento

O lateral-esquerdo Alan Ruschel chegou ao Hospital de La Ceja perguntando pela família e pediu para que guardassem sua aliança de casamento. Ele e os outros jogadores que sobreviveram continuam internados na Colômbia e o estado é estável, mas preocupante. O estado de saúde dos tripulantes não foi divulgado.

O jornalista Rafael Henzel também foi encontrado com vida no avião e está internado em Medellín, com o estado de saúde grave, mas estável.

Familiares ficarão no Brasil

Um voo que sairia do Brasil para a Colômbia com familiares dos jogadores mortos e os sobreviventes foi cancelado na tarde desta terça-feira. Os governos dos dois países acordaram que não haveria necessidade de deslocar um número grande de familiares para fazer reconhecimento dos corpos, já que não houve explosão e os corpos não ficaram carbonizados.

Os reconhecimentos preliminares dos corpos serão feitos por médicos da Chapecoense que se deslocarão até Medellín.