quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Chape corre para atender demanda e estima 40 mil sócios, diz presidente

(Foto: Reprodução)


Remontar o elenco para 2017 é uma das prioridades da Chapecoense, mas o trabalho da diretoria tem sido intenso em diferentes áreas um mês após o acidente aéreo que deixou 71 mortos, entre eles 19 jogadores, comissão técnica e diretoria. Uma das urgências, por exemplo, é se adaptar a um novo patamar e conseguir atender a milhares de solicitações de torcedores que resolveram se associar ao clube como forma de contribuir para a reestruturação. O presidente Plínio David de Nês Filho. o Maninho, acredita que o número de associados chegará a 40 mil quando o sistema for atualizado e comportar os pedidos.


- São 18 mil sócios-contribuintes já e temos um registro de possibilidade de até 50 mil neste momento. O que acontece é que nossa estrutura estava adaptada para uma realidade, e agora ela sofre uma mudança muito significativa e agora temos que atualizar todos os softwares. Toda a nossa área de tecnologia sofre alterações para comportar esses acessos e isso não foi concluído na sua plenitude. A equipe de tecnologia está trabalhando forte no sentido de viabilizar no mais curto espaço de tempo possível a possibilidade disso.

Com cerca de 9 mil sócios antes da tragédia, o clube viu a adesão aumentar logo no dia seguinte ao acidente, o que chegou a provocar uma sobrecarga no site oficial do clube, e também criou uma nova modalidade, de contribuinte livre. Para o presidente, a renda vinda dos associados é bastante significativa. A expectativa é que o número chegue a 40 mil. 

- Isso nos trouxe uma receita significativa, maior, bem como a parte do sócio propriamente dita, estamos tendo um incremento bem significativo. Não saberia dizer se hoje são 9, 10 ou 11 (mil), mas acredito que a Chapecoense passa de um patamar de 9 mil sócios para aproximadamente 40 mil no final do contexto dessa nossa mudança do sistema de tecnologia - afirmou.

O novo patamar também deve fazer o clube alterar valores de patrocínio. Com a visibilidade que passou a ter não só no país, mas mundialmente, o clube acredita que terá aumento considerável em verbas de anunciantes e já aumentou os valores, por exemplo, das cotas de quem usa o telão da Arena Condá como vitrine.

-  O clube está sofrendo uma remodelação muito grande. Nosso departamento de marketing tinha tamanho para necessidades regionais e estaduais. Hoje, as necessidades são outras.Temos perspectiva de uma grande arrecadação nessa mudança toda que está se promovendo. Como exemplo, os valores das placas, dos telões que vamos colocar, que tinham um padrão de preço, vão se alterar e sofrer modificações para cima, evidentemente. É um pouco prematuro falar, mas acho que a Chapecoense, pela solidariedade das pessoas e de todas as partes do mundo, vamos ter um incremento significativo. Mas isso está sendo conversado. Temos claro que pode acontecer, mas enquanto não acontecer, mantemos o orçamento de início. Vamos procurar suprir todas as necessidades através de novos contratos para ter um clube dentro dos padrões que estamos imaginando - explicou.

Globo Esporte