| (Foto: Leonardo Lourenço / ge) |
A seleção do Irã enfim chegou aos Estados Unidos neste domingo, véspera de sua estreia na Copa do Mundo. Mas o apoio recebido em Tijuana, no México, deu lugar aos protestos em Los Angeles, cidade que abriga a maior comunidade de iranianos e descendentes do país. As manifestações, que começaram ao longo da semana, se repetiram diante da delegação.
Os protestos aconteceram em dois momentos. Primeiro em frente ao hotel do time durante a chegada do ônibus com os jogadores. E depois na entrada do Dignity Health Sports Park, estádio do LA Galaxy, durante o primeiro treino do Irã nos Estados Unidos, mas o veículo saiu por outro portão e não houve contato com os manifestantes. O grupo de cerca de 20 pessoas gritava frases como "vergonha de vocês", "esta não é a seleção do Irã" e "IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica) é terrorista".
A polícia de Los Angeles fez a segurança tanto no hotel quanto no CT, mas o clima chegou a ficar mais tenso quando um apoiador do governo chegou sozinho ao estádio com um mega-fone e a bandeira do país e começou a competir com o barulho com os protestantes. Um deles partiu para cima e ficou cara a cara com o solitário iraniano, e policiais precisaram intervir.
Neste domingo, em entrevista obrigatória da Fifa nas vésperas dos jogos, a tensão política com os Estados Unidos foi o tema central da coletiva. O técnico Amir Ghalenoei admitiu desgastes ao time pelas restrições impostas pelo governo Donald Trump. O Irã estreia na Copa do Mundo nesta segunda-feira, contra a Nova Zelândia, às 22h (de Brasília), na abertura do Grupo G.
Ainda neste domingo, Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo de paz, informaram em mensagens Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão, conteúdo que foi replicado pelo serviço de notícias do Irã (agência IRNA).
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