Governo de Trump afirma que árbitro da Somália seria suspeito de envolvimento com terrorismo

(Foto: Hector Vivas - FIFA/FIFA via Getty Images)


O árbitro da Somália Omar Abdulkadir Artan, que teve sua entrada negada nos Estados Unidos as vésperas da Copa do Mundo, está sendo investigado pelo governo americano por envolvimento com terrorismo. De acordo com um representante da administração de Donald Trump, esse foi o motivo que fez com que o juiz tivesse seu acesso negado ao país. A informação foi dada com exclusividade pela rede de tv americana Fox News através de um comunicado do governo.

- Após uma análise mais aprofundada pelo órgão de Proteção de Alfândega e Fronteiras, foram encontradas informações comprometedoras, incluindo vínculos com suspeitos de pertencerem a organizações terroristas, o que tornou o viajante inadmissível nos Estados Unidos de acordo com a Lei de Imigração e Nacionalidade - Disse o comunicado divulgado nesta quarta-feira.

Segundo Omar Abdulkadir, as autoridades não lhe deram nenhuma justificativa para a recusa de entrada. No entanto, o pronunciamento divulgado à Fox News rebate essa informação.

- O viajante teve sua admissão recusada e recebeu formulários de imigração que informam a disposição legal utilizada para efetuar uma remoção expedita nos termos da Seção 235 da Lei de Imigração e Nacionalidade (INA). O governo do presidente Donald Trump não permitirá que qualquer ameaça à segurança entre em nosso país, ponto final.

Entenda o caso

Artan seria o primeiro árbitro de seu país a apitar numa Copa. Ele teve dificuldades em emitir o documento de entrada nos EUA e, com a ajuda da embaixada da Somália em Nairobi, no Quênia, conseguiu através da obtenção de um passaporte diplomático. No entanto, o documento não foi aceito na imigração americana.

Artan é considerado um dos principais árbitros do continente africano. Aos 34 anos, ele apitou a final entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns pela Champions League Africana em 2025. No mesmo ano, foi eleito como o melhor árbitro da África pela Confederação Africana de Futebol.

A Fifa confirmou que o profissional não poderá atuar no torneio e afirmou "que não se envolve nos processos de imigração dos países sedes".

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