| (Foto: Hector Vivas - FIFA/FIFA via Getty Images) |
O árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália, impedido de entrar nos Estados Unidos pela imigração dos Estados Unidos, deu uma forte entrevista nesta terça-feira em que acusa o governo norte-americano de preconceito. Ele seria o primeiro somali a apitar em uma Copa do Mundo.
"Acho que eles têm um problema com o meu país", afirmou, em entrevista ao jornal NY Times.
- Estou muito, muito desapontado. Eu tinha a documentação correta e tudo mais. Tinha o visto certo - disse Artan, que já está em Istambul, cidade para onde foi levado após ter sua entrada negada.
Artan explicou à reportagem do NY Times que a entrevista de imigração durou 11 horas e que, após ter o visto negado, foi levado para uma cela separada, onde permaneceu detido por mais algumas horas antes de ser colocado em um voo de volta para a Turquia. O árbitro disse que as autoridades não lhe deram nenhuma justificativa para a recusa de entrada.
De acordo com a imigração dos Estados Unidos, o árbitro "foi considerado inadmissível devido a preocupações com a verificação de antecedentes e teve sua entrada negada".
Um dos melhores árbitros africanos
Artan era um dos 52 árbitros selecionados pela Fifa para apitar na Copa do Mundo - apontado como um dos principais dos sete juízes africanos.
Aos 34 anos, ele apitou a final entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns pela Champions League Africana do ano passado. O somali foi eleito árbitro do ano de 2025 pela Confederação Africana de Futebol.
“Sou apenas um árbitro tentando realizar meu sonho, o maior sonho da minha vida, que é vir à Copa do Mundo”, lamentou.
Omar Abdulkadir Artan reforçou que levou toda a documentação necessária para passar pela imigração, incluindo documentos da Fifa, bem como fotografias de sua carreira de mais de uma década como árbitro profissional.
A Fifa confirmou que o profissional não poderá atuar no torneio e afirmou "que não se envolve nos processos de imigração dos países sedes".
Confira a nota da Fifa na íntegra:
A Fifa pode confirmar que o árbitro Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar e atuar na Copa do Mundo da Fifa 2026 após ter sua entrada negada nos Estados Unidos.
A Fifa não se envolve nos processos de imigração dos países sedes, incluindo concessões de vistos, e foi informada pelas autoridades que a situação do Sr. Artan não será alterada no momento.
Assim como em eventos anteriores da Fifa, o governo anfitrião determina, em última análise, quem recebe o visto e quem tem a entrada permitida em seu país.
Globo Esporte