| (Foto: Marcos Ribolli) |
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) incluiu o presidente Osmar Stabile na lista de investigados no procedimento criminal que apura a contratação de uma empresa de segurança supostamente irregular, registrada em nome de um funcionário do Corinthians. O contrato foi firmado por R$ 676,6 mil.
Stabile, segundo o ofício, foi incluído como investigado por dois motivos. O primeiro é o depoimento de Fábio Soares, ex-diretor administrativo do clube, que teria afirmado ao MP que a contratação emergencial da empresa foi uma determinação do próprio presidente.
O segundo é a constatação de que Fernando José da Silva, proprietário da empresa, também era funcionário do Corinthians na época da contratação.
O documento ainda destaca uma contradição identificada pela apuração. Em 23 de maio de 2026, Fernando assinou um ofício à Polícia Militar solicitando escolta para a delegação do Corinthians na Conmebol Libertadores, identificando-se como gerente operacional do clube.
O fato contraria informações prestadas pelo próprio Corinthians ao Ministério Público, de que ele teria trabalhado na instituição apenas entre setembro e outubro de 2025.
Stabile será ouvido para prestar esclarecimentos e apresentar sua defesa aos procuradores. O interrogatório está marcado para 23 de junho, às 11h15.
Relembre o caso
Já sob o comando do presidente Osmar Stabile, o Corinthians pagou a Mega Assessoria Operacional Ltda para cuidar da segurança do clube. Foram emitidas três notas fiscais, de R$ 244.627,66, R$ 208.350,00 e R$ 223.650,00 para serviços prestados entre julho e outubro de 2025.
A Mega, entretanto, não teria autorização da Polícia Federal para realizar segurança privada, nem teria assinado contrato formal com o Corinthians, segundo a portaria de instauração da investigação do MP.
Constituída em 3 de julho deste ano, pouco mais de um mês após o afastamento do ex-presidente Augusto Melo e só dois meses antes de emitir a primeira nota fiscal ao Corinthians , a Mega está em nome de Fernando José da Silva.
Em nota, o Corinthians alegou que viu a necessidade emergencial de substituir a equipe de segurança após a invasão à presidência do clube em 31 de maio de 2025 por apoiadores de Augusto Melo.
O Corinthians disse que os pagamentos corresponderam a demandas operacionais efetivamente realizadas pela empresa no Parque São Jorge, no CT Joaquim Grava e no CT das categorias de base e que, embora soubesse da relação da empresa com o funcionário, entendeu que não havia conflito de interesses.
Globo Esporte