Mercado de bike tem muito espaço para crescer

(Fernando Siqueira / FS Fotografia)


Por Rogério Tancredi *


A exatidão dos números não deixa margem para contestação. A máxima é aplicada a todos os setores da indústria e comércio. No mercado da bicicleta não é diferente. Se é assim, vamos a eles.

A malha cicloviária cresceu 133% em quatro anos nas capitais brasileiras, o que representa 3.291 quilômetros de vias destinadas a bike. Entre as 26 cidades pesquisadas, São Paulo apresenta a maior faixa em extensão, com 498,3km.

A produção de bicicletas teve alta de 31,7% no Polo Industrial de Manaus no mês de julho, em relação ao mês anterior. Foram fabricadas 67.068 unidades contra 50.929 de junho. Segunda a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) a projeção é fechar 2018 com crescimento de 15% em relação ao ano passado – 765 mil unidades contra 667 mil.

Os dados apresentados ratificam o sucesso do maior festival da bicicleta da América Latina. Em sua nona edição consecutiva, o Shimano Fest 2018 começa nesta sexta-feira e vai até domingo, reunindo 200 marcas do mercado e atrações para todas as idades. O local escolhido para receber os milhares de visitantes em busca dos lançamentos, novidades em equipamentos e test-rides é emblemático. O Memorial da América Latina é um espaço democrático e multicultural, ideal para agregar as diversas tribos do universo da bike.

O momento é positivo, comprovado pela ampliação da malha cicloviária nacional e aumento da demanda pelo consumo de bicicletas, como apontam os índices de produção. Nós sentimos na pele o crescimento desse mercado há pelo menos nove anos. A cada edição de Shimano Fest, percebemos a ampliação em volume de visitantes e negócios gerados. Da criança querendo diversão, passando cidadão atrás de mobilidade e chegando ao atleta em busca de performance, a bike encanta e apaixona. E vive um boom neste final de década.

Voltando aos números é possível concluir que o crescimento da bike está longe de atingir o teto.  Em 2014, o Brasil tinha 1.414km de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Hoje são 3.291km. Isso significa que, apesar de a malha cicloviária ter mais que dobrado de tamanho, ainda representa apenas 3,1% da rede viária total dos municípios, hoje com 107.144 km. Ou seja, ainda temos muito espaço para crescer.

* Rogério Tancredi é gerente de marketing e comercial da Shimano Latin America

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