segunda-feira, 27 de março de 2017

Ponto de Opinião: Clássicos marcados por arbitragem e morte de torcedor no Morumbi

(Foto: Gilvan de Souza)

Por Nicholas Araujo
Redação Blog do Esporte


Os clássicos São Paulo x Corinthians e Flamengo x Vasco nem de longe mostraram o bom futebol de quatro gigantes do futebol brasileiro. O que marcou os jogos do último fim de semana foi a péssima arbitragem, que utilizou critérios completamente diferentes para punir as equipes, além da morte de um torcedor são-paulino no Morumbi.


De acordo com informações divulgadas pelo site Globo Esporte, o torcedor tinha 23 anos e era sua primeira vez no Morumbi. Ele morava em Pindamonhangaba e acompanhava integrantes de uma torcida uniformizada até a capital. Boa parte dos torcedores ficaram no setor laranja e ele no setor vermelho. Ao ver pessoas pulando o muro para mudar de setor (não precisamente para o setor laranja), o rapaz tentou fazer o mesmo, mas escorregou e caiu de uma altura de aproximadamente 25 metros.

Muitos quiseram culpar o São Paulo pelo morte do torcedor, mas a responsabilidade do acidente foi do próprio rapaz. Não é a primeira vez que uma cena dessas acontece, mas a irresponsabilidade por algo assim é da própria pessoa que faz. O Morumbi é apto para receber torcedores e tem segurança reforçada, principalmente na divisão de setores. Com todo respeito a memória do torcedor, mas quem vai ao estádio para fazer esse tipo de coisa não está lá pelo espetáculo em campo.

Torcedor cai do anel superior do Morumbi (Foto: Kleber Paixão)

Arbitragem

Por mais que defendemos a profissionalização do árbitro, os dois clássicos foram marcados por punições equivocadas e lances que foram importantes para o placar final. Wellington Nem foi expulso em uma falta que não aconteceu, mas já deveria ter sido advertido com vermelho bem antes, falta duvidosa de Jô no ataque, que poderia dar a virada no placar para o Corinthians e Luís Fabiano expulso após "trombada" com o árbitro.

É por situações como essa que o futebol ainda causa problemas e confusões decisivas para o futuro dos campeonatos. Há quem defenda a profissionalização do árbitro e outros não, mas um profissional que precisa se dividir em duas profissões diferentes para compensar o salário no fim do mês é algo para se pensar. A Lei Pelé passa a ser arcaica no mundo futebolístico de hoje.

O que vimos em campo foi uma série de erros, que começaram com as Federações e passaram por jogadores e árbitros. Tudo isso para encher as mesas redondas de debates e análises e para o torcedor ficar cada vez mais com raiva de uma arbitragem tão amadora quanto a brasileira. É hora de pensar melhor e revolucionar o futebol, que se apequena a cada ano.