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| (Foto: Reprodução) |
A rotina de um jogador de futebol vai muito além dos 90 minutos em campo. Treinos intensos, viagens frequentes e partidas consecutivas exigem do corpo um alto nível de desempenho — e também de recuperação.
Nesse contexto, a suplementação surge como uma aliada importante. Mas não se trata de fórmulas milagrosas. “A suplementação nutricional representa uma ferramenta estratégica de grande valor no futebol moderno, pois contribui de forma significativa para otimizar o desempenho físico, acelerar os processos de recuperação e prevenir deficiências nutricionais. Quando seu uso é respaldado por evidências científicas e supervisionado por profissionais de nutrição esportiva, os suplementos podem complementar adequadamente a alimentação, potencializando capacidades como resistência, força, hidratação e recuperação muscular. Nesse sentido, sua implementação responsável não apenas favorece um melhor desempenho, mas também se torna um aliado fundamental para manter a saúde integral e a longevidade esportiva do atleta”, explica o médico do esporte Dr. Carlos Ulloa, membro do Conselho Consultivo da Herbalife.
A seguir, os principais suplementos utilizados por atletas — e por que fazem parte da rotina de muitos jogadores.
Carboidratos
Os carboidratos são a principal fonte de energia para aumentar a intensidade do atleta, pois fornecem energia rápida para manter o corpo em atividade. “A disponibilidade desse nutriente no organismo está diretamente relacionada ao desempenho. Quando é insuficiente, aumenta a percepção de esforço e a fadiga. Por isso, suplementos com carboidratos podem ser indicados para repor energia durante a partida”, explica a nutricionista Fabiana Cremer García, membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife.
As recomendações atuais sugerem ajustar a ingestão de acordo com o momento:
• Antes do exercício: priorizar carboidratos de digestão moderada para garantir energia sustentada.
• Durante exercícios prolongados (>60–90 minutos): incorporar entre 30–60 g de carboidratos por hora (até 90 g/h em atletas treinados), por meio de bebidas isotônicas, géis ou fontes práticas.
• Após o exercício: consumir carboidratos de rápida absorção para favorecer a reposição de glicogênio.
Por isso, é fundamental aprender a utilizar de forma estratégica as diferentes fontes de carboidratos, como bebidas isotônicas, géis e alimentos, adaptando-as ao tipo de exercício, duração e intensidade, com o objetivo de otimizar o desempenho e a recuperação.
Cafeína
Segundo uma revisão de 40 estudos, a cafeína contribui para reduzir a percepção de esforço do atleta durante o exercício, o que pode permitir que ele se mantenha ativo por mais tempo. Assim, além dos carboidratos, doses moderadas de cafeína também podem ser indicadas como estímulo adicional. “De modo geral, a Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, recomenda que adultos saudáveis limitem o consumo diário de cafeína a até 400 miligramas, preferencialmente cerca de 30 minutos antes da atividade, o que equivale aproximadamente a quatro xícaras de café coado de 240 ml”, esclarece Ulloa. No entanto, essa quantidade pode ser elevada para algumas pessoas. Por isso, recomenda-se testar o consumo durante os treinos para avaliar o efeito no organismo e seu impacto no desempenho.
Proteína do soro do leite (Whey Protein)
Um dos papéis da proteína é a construção e a recuperação dos tecidos do corpo. Portanto, seu consumo contribui para o desenvolvimento e a manutenção muscular exigidos durante o exercício físico. “Os suplementos proteicos podem ser grandes aliados por sua praticidade e versatilidade, e aqueles de alta biodisponibilidade, como o whey protein, permitem uma rápida elevação de aminoácidos no sangue. Além disso, a proteína do soro do leite é rica em aminoácidos essenciais, especialmente leucina, fundamental para estimular a síntese de proteínas musculares e favorecer a recuperação pós-exercício”, comenta a nutricionista.
Também é importante considerar que a quantidade recomendada de proteína pode variar entre 1,2 e 2,0 g por kg de peso corporal ao dia, e deve ser calculada de forma individual, levando em conta a frequência, a intensidade e a carga do exercício. Além disso, muitos shakes de recuperação incluem micronutrientes como vitaminas e minerais, que contribuem para o metabolismo energético, a função muscular e o funcionamento adequado do sistema imunológico — aspectos essenciais para a recuperação integral do atleta. “A combinação de proteína com carboidratos na recuperação potencializa a ressíntese de glicogênio e a reparação muscular”, acrescenta a nutricionista.
Creatina
A creatina é uma das substâncias mais estudadas na nutrição esportiva e está associada à melhora do desempenho físico. Um posicionamento da International Society of Sports Nutrition, baseado em estudos clínicos, indica que a creatina pode aumentar a força e a potência muscular, além de melhorar o desempenho em esforços de alta intensidade e curta duração — como sprints, saltos e arrancadas, comuns no futebol. “É importante lembrar que o consumo de creatina deve ser diário para obter esse efeito”, afirma Ulloa.
Bebidas isotônicas
Essas bebidas repõem rapidamente líquidos, sais minerais e carboidratos perdidos durante a prática de exercícios, podendo ser indicadas para atividades com duração superior a uma hora. Elas permitem repor de forma eficiente líquidos, eletrólitos e carboidratos durante o exercício, sendo especialmente úteis em atividades com mais de 60 minutos ou de alta intensidade, como o futebol.
Seu conteúdo de carboidratos (6–8%) fornece energia rápida, enquanto o sódio favorece a absorção de água e ajuda a manter o equilíbrio eletrolítico. Isso é fundamental, já que até mesmo uma leve desidratação pode prejudicar o desempenho e aumentar a fadiga.
Por isso, seu uso durante treinos e partidas contribui para melhorar o desempenho e otimizar a hidratação do atleta.
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