Apoio da Ferrari em escândalo fez Mosley desistir de teto

 . Foto: AP

Ex-dirigente se envolveu em "episódio" com jornal, e contou com ajuda de equipe italiana

Max Mosley, ex-presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), admitiu que não levou à frente o projeto de introduzir um teto orçamentário na Fórmula 1 porque a Ferrari o ajudou quando esteve envolvido em um escândalo sexual.

O dirigente queria introduzir um limite de gastos de 40 milhões de euros (cerca de R$ 88 milhçoes) para cada equipe durante a temporada, o que não agradou à Ferrari.

Porém, no mesmo ano, o inglês foi acusado de se envolver em uma orgia sadomasoquista com prostitutas, divulgada pelo tablóide News of the World.

"Meu plano era seguir com o teto orçamentário com os outros times, com a Ferrari ameaçando sair da F1. Poderia ter continuado com a ideia porque sabíamos que eles não sairiam. Mas então veio o episódio com o jornal. A Ferrari foi o único time que se manteve leal, então não poderia ter feito uma coisa como essa com eles", contou.

No fim do ano, Mosley deixou o cargo de presidente da FIA e foi substituído por Jean Todt, ex-chefe da Ferrari.

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