Ferrari lança carro novo e espera ser grande ameaça ao domínio da Mercedes

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A Ferrari apresentou nesta sexta-feira o carro com que pretende, pelo menos, ameaçar o domínio da bicampeã Mercedes. Mas o time italiano não esconde a ambição de disputar o título com os alemães. A equipe manteve a dupla de pilotos, formada por Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen. Porém, o carro terá mais detalhes em branco, na asa dianteira e perto do cockpit, voltando ao visual adotado nos anos 1970.

O novo modelo, chamado SF16-H, agradou o tetracampeão. "É um carro bonito. Deve ser uma evolução considerável. Nossas metas estão mudando. O ano passado foi bom, mas queremos mais: fomos vice-campeões ano passado e agora queremos algo melhor que isso."

O discurso otimista também foi adotado pelo chefe Maurizio Arrivabene. "Nossa meta do ano passado eram três vitórias e conseguimos. Neste ano, precisamos forçar um pouco mais, então [a meta] será o título - pelo menos nós gostaríamos de lutar até o final. Não será fácil, nossos rivais não estão dormindo, mas estamos comprometidos em dar nosso melhor."

Depois de ter renascido em 2015 após uma série de mudanças na temporada anterior - que foram desde o departamento de motores até a partida de Fernando Alonso para a chegada de Sebastian Vettel e a troca de comando, com Arrivabene assumindo um posto que trocou de mãos duas vezes em menos de um ano - a Ferrari tem como meta, pelo menos, se consolidar como a grande rival da Mercedes, que levou os últimos dois títulos com facilidade.

Para isso, o novo carro apresente mudanças significativas: a primeira, visível, na parte dianteira, com uma nova geometria de suspensão e um bico mais curto, acompanhando a tendência do restante do grid; e a segunda, menos perceptível, deve ser na realocação das partes do motor, visando ter um conjunto tão forte quanto o da Mercedes. Tal mudança na unidade de potência permitiu a adoção de laterais mais enxutas, assim como uma parte traseira mais delgada, outra tendência dos demais carros, especialmente McLaren e Williams.

Entre os rivais, há certo ceticismo quanto à possibilidade da Ferrari tirar uma diferença que, mesmo com o crescimento dos italianos, foi grande ano passado: enquanto os ferraristas venceram três provas, Hamilton e Rosberg dividiram as outras 16. "As regras são extremamente estáveis para este ano", lembrou o chefe da Red Bull, Christian Horner. "Então obviamente a Mercedes vai continuar dominando, tamanha é sua margem."

O discurso dos ferraristas, contudo, é otimista. "Acredito 100% que eles podem ser batidos, especialmente se conseguirmos colocá-los sob pressão", declarou Vettel. "Se fizermos tudo o que queremos, temos uma chance realista desta temporada ser um clássico - com a Ferrari mais forte", crê o diretor técnico, James Allison.

Allison, que chegou em meados de 2013, reconheceu que o time não tinha condições de ser campeão há três anos, mas acredita que isso mudou. "É justo dizer que, em 2013, a Ferrari não estava no nível certo. Não tínhamos potência suficiente em 2014, nem pressão aerodinâmica. Nosso pacote deixava muito a desejar. Trabalhamos muito duro em todas as áreas [deficitárias]. Ano passado demos um passo considerável e esperamos que, neste ano, possamos evoluir mais. Estamos muito orgulhosos do que fizemos e mal podemos esperar para ver esse carro na pista."

A grande aposta ferrarista é na maior integração entre o próprio Allison, que assumiu o cargo atual em 2014, Vettel e Arrivabene, além de mais evoluções no motor, área que mais cresceu de 2014 para 2015. Mas as respostas só começarão a ser dadas a partir do dia 22 de fevereiro, no início dos testes de pré-temporada.

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UOL Esporte

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