Vasco pode entrar na Justiça Comum para anular "jogo do massacre"

Torcedor desacordado é retirado de arquibancada; organizados de Atlético-PR e Vasco entraram em conflito na Arena Joinville

Se Fluminense e Portuguesa protagonizaram a "39ª rodada" do Campeonato Brasileiro na última segunda-feira, quando o STJD decretou o rebaixamento do time do Canindé, o Vasco da Gama também promete não medir esforços na Justiça para evitar a queda à segunda divisão.

Nesta sexta-feira, o presidente Roberto Dinamite afirmou que o clube de São Januário não vai parar de organizar ações para tentar anular o resultado do jogo contra o Atlético-PR, no qual foi derrotado por 5 a 1 e ocorreu massacre nas arquibancadas com pancadaria entre torcedores.

"Trabalho com essa possibilidade de entrar na Justiça Comum. Temos feito nosso dever de casa. Queremos os direitos do Vasco, aquilo que é legal e cabe ao Vasco da Gama. O Vasco não está parado, está vivo e vai buscar resgatar o espaço na primeira divisão. Não vamos parar. Achamos que temos uma forma legal de continuar na primeira divisão", disse Dinamite em entrevista à Rádio Globo RJ.

Para o mandatário do Vasco, a partida na Arena Joinville não tinha condições de segurança para ser reiniciada após a confusão envolvendo torcedores do time carioca e do Atlético-PR. A decisão de retomar o confronto foi tomada pelo árbitro Ricardo Marques Pereira, autoridade máxima na ocasião, o que contrariou Dinamite.

"Pedi para o arbitro, autoridade máxima, que parasse o jogo, falei que era sobre vidas, não mais sobre rebaixamento. Cabia ao juiz ter a iniciativa de paralisar o jogo. Tiveram tantos aspectos antes e depois do jogo, mas o fato é que faltou policiamento. O árbitro não tomou a atitude que deveria ter tomado e por isso estamos colhendo dados do comportamento do juiz e do policiamento para nos defendermos na Justiça", revelou o presidente do Vasco.

Para evitar o rebaixamento, o time de São Januário entrou com um pedido no STJD para anular a partida contra o Atlético-PR, mas teve o recurso rejeitado pelo tribunal. Agora, a última cartada dos cariocas será levar a decisão ao Pleno em 27 de dezembro, quando novos auditores analisarão o processo.

Terra

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