Presidente da Ferrari diz que Alfa Romeo deve considerar retorno à F1

(Foto: Getty Images)


Sergio Marchionne ainda não desistiu de colocar a Alfa Romeo no grid da F1. Depois de tentar costurar um acordo para que a Toro Rosso utilizasse motores da marca que está fora do Mundial desde 1988, o presidente da Ferrari e do Grupo Fiat Chrysler —que detém as duas companhias — acredita que a fábrica de Turim tem de entrar no certame com uma equipe própria.

Falando ao jornal italiano ‘La Gazzetta dello Sport’, Marchionne avaliou que o retorno à F1 é o caminho para a Alfa Romeo recuperar seu bom nome.

“Para poder restaurar o nome deles, eles devem considerar o retorno à F1”, sugeriu Marchionne. “Eles provavelmente trabalhariam com a Ferrari”, continuou.

Embora tenha falado em parceria com a Ferrari, a ideia de Marchionne não é rebatizar os carros de Maranello, mas deixar que a Alfa Romeo produza seu próprio bólido.

 “A Alfa Romeo é capaz de fazer seu próprio chassi, assim como são capazes de fazer seu próprio motor”, defendeu.

Além disso, Marchionne tratou de contradizer aqueles contrários a uma parceria entre Ferrari e Alfa Romeo e citou o caso da Red Bull como exemplo.

“As pessoas tiveram dificuldades em imaginar a Red Bull trabalhando com a Ferrari”, disse. “Digo isso porque me criticaram por não dar um motor a eles”, recordou.

“Concordo com as pessoas que dizem que a Red Bull foi muito dura com o fornecedor de motores deles, mas, no fim, o esporte tem que continuar”, ponderou. “O importante é que outro grande fabricante entre no esporte”, frisou.

Questionado se a Alfa Romeo poderia restaurar seu nome em outra categoria do esporte a motor, como Le Mans, por exemplo, Sergio respondeu: “Eu prefiro vê-los na F1”. 

UOL Esporte