Oswaldo foi apresentado nesta quarta pelo Santos
O técnico Oswaldo de Oliveira começou a passagem pelo Santos pedindo que esqueçam o trabalho sem sucesso pelo clube em 2005, que durou apenas três meses. Na apresentação oficial, na Vila Belmiro, o comandante santista justificou que foi demitido injustamente pelo ex-presidente Marcelo Teixeira após apenas três derrotas em 16 jogos e que não teme pressão para lançar promessas das categorias de base, principal motivo das críticas de conselheiros ao ex-técnico Muricy Ramalho.
"2005 já é passado. Infelizmente, não consegui realizar o meu trabalho. Minha passagem foi prematura, não foi consciente. Jogamos 16 jogos e perdemos três, sendo dois na altitude de La Paz pela Copa Libertadores, e uma no Palestra Itália, no dia em que o Marcos (goleiro) nunca foi tão santo. A minha demissão não foi muito consciente. Não vou terminar nada que ficou lá trás, é uma nova fase", disse o treinador.
"Não fazemos milagres. Não se programa (revelações). Jogadores são humanos. Têm qualidades e treinamento. O atleta tem o momento. Eu tenho tido a felicidade de saber escolher. A pressão não pode ser por causa do Robinho e do Neymar, tem que ser porque aparece e mostra condição. Não quer dizer que esse ano vai aparecer outro Neymar. Não tenho medo de lançar jogador novo, mas também não tenho medo de manter o veterano. Eu não gosto de garoto ou veterano, eu gosto de jogador", completou.
Para voltar, o treinador superou as concorrências com Enderson Moreira, que foi para o Grêmio, e Ney Franco, que permaneceu no Vitória.
Oswaldo chega para receber em torno de R$ 400 mil. O treinador ganhou um voto de confiança da direção graças ao bom trabalho no Botafogo depois de quatro anos no futebol japonês. O "novo Oswaldo", assim, virou o preferido do Comitê Gestor.
Para o novo trabalho, o técnico de 63 anos traz três membros de sua comissão técnica: o auxiliar Luiz Alberto, o analista de desempenho Gabriel Oliveira e o fisioterapeuta Alexandre Evangelista.
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