Crescimento da Ferrari pode ajudar Felipe Nasr no GP da China. Entenda

(Foto: Vincent Thian/AP Photo)





















Prestes a iniciar seu terceiro final de semana de corrida como titular na Fórmula 1, Felipe Nasr está animado com as características do circuito da China. Afinal, a reta de 1.170km, uma das mais longas da temporada, deve mostrar o quanto o motor Ferrari, usado pela Sauber do brasileiro, evoluiu para esta temporada.

Depois dos italianos e seus clientes sofrerem em 2014, quando chegavam a ser 15km/h mais lentos nas retas em relação aos carros que usavam os motores Mercedes, a diferença foi praticamente anulada nesta temporada. Tanto, que a Ferrari venceu sua primeira prova em quase dois anos na última etapa, na Malásia. "Acredito que esse circuito pode ser muito positivo para nós porque tem uma longa reta e temos uma boa velocidade final", salientou Nasr.

Ano passado, a Sauber até conseguiu, com Adrian Sutil, se colocar entre os sete primeiros nas velocidades máximas, 5km/h mais lento que as Mercedes. Porém, isso foi obtido modificando a configuração aerodinâmica de modo que prejudicou o rendimento do carro nas curvas e, consequentemente, o tempo de volta. O resultado? O piloto alemão se classificou em 14º e abandonou a prova.

A chefe de Nasr na Sauber, Monisha Kaltenborn, destacou que, com a melhora do motor, esse tipo de 'manobra' não será mais necessário, o que deixa a equipe em uma posição melhor para pontuar.

"Você precisa de um motor desses, nunca depende só do carro. Ano passado, nem conseguíamos aproveitar as oportunidades que apareciam porque estávamos longe demais. Esse passo enorme da Ferrari nos permite estar em uma posição melhor. Foi uma grande melhora e estou surpresa", reconheceu.

Mais evolução
Além de ter melhorado significativamente em relação à dominante Mercedes, a Ferrari ainda tem um trunfo: pode modificar mais peças ao longo da temporada do que a concorrente.

As regras de 2015 permitem que cada fornecedor de motores use 32 fichas para alterar sua unidade de potência. Cada peça tem um 'custo': modificar o ERS-H, por exemplo, que gere a recuperação de energia calorífica, custa duas fichas. Até o início da temporada, a Ferrari não tinha usado 10 fichas, enquanto faltam apenas sete para a Mercedes. Dentre as quatro fornecedoras da Fórmula 1, a Renault é a que tem mais fichas disponíveis (12). A Honda tem direito a nove.

Os treinos livres para o GP da China começam às 23h da quinta-feira, pelo horário de Brasília. A classificação será às 4h do sábado e a corrida, às 3h do domingo.

UOL Esporte