A expectativa era ameaçar a Mercedes. A realidade é caçar a Ferrari. Mas Felipe Massa prefere ver o início de temporada da Williams de forma positiva: a equipe somou 30 pontos nas duas primeiras etapas do campeonato, 10 a mais do que quando chegou ao GP da China em 2014. E isso mesmo tendo corrido com apenas um carro no GP da Austrália devido a uma lesão de seu companheiro, Valtteri Bottas. Porém, isso não quer dizer que o time não tenha muito trabalho pela frente.
"Acho que não podemos reclamar de como começamos a temporada", destacou o brasileiro. "Não estamos tão distantes de onde terminamos a temporada passada. Definitivamente, você sempre quer estar no topo do campeonato, mas estamos em terceiro lugar e marcamos bons pontos, mesmo tendo perdido alguns com a ausência de Valtteri na primeira corrida. Contabilizando isso, não podemos reclamar. Nossa meta deve ser lutar com a Ferrari e nos aproximar da Mercedes também."
Massa destacou ainda que, além do carro, a Williams precisa melhorar detalhes como os pit stops e as decisões estratégicas para otimizar seus resultados. O brasileiro havia alertado desde a primeira prova da temporada que a consistência do trabalho da equipe no box seria importante, mas o time errou com seus dois pilotos na prova seguinte, na Malásia.
"Temos de melhorar o carro, as decisões, os pit stops. Tudo é importante. Aqui, temos novas peças, mas acredito que é o mesmo para as demais equipes. Então temos de ver corrida por corrida e tomara que possamos evoluir o tanto que esperamos", afirmou o quarto colocado no mundial.
Bottas, por sua vez, reconhece que a Ferrari melhorou, principalmente em relação ao motor e à gestão dos pneus sob altas temperaturas, mas destacou que a Williams deve igualar o jogo na China.
"A maneira como eles conseguiram economizar os pneus foi muito especial [na Malásia], mantendo um ritmo forte e permanecendo várias voltas na pista. Obviamente temos de trabalhar nisso, mas aqui devemos estar mais igualados com eles devido às condições", disse o finlandês, referindo-se às temperaturas mais amenas da primavera em Xangai em relação a Sepang.
Segundo o piloto, a área mais importante de desenvolvimento da Williams é a dirigibilidade, algo que parece estar afetando todos os carros que usam os motores Mercedes.
"A dirigibilidade não está tão boa quanto no final do ano passado, mas ainda estamos melhorando toda vez que vamos à pista. Vamos experimentar algumas coisas novas aqui. Também ouvi dizer que outras equipes que usam Mercedes estão com o mesmo problema. Acredito que toda a informação é compartilhada, normalmente seria assim e não acho que alguém está em um nível muito superior estando com o mesmo motor", salientou.
UOL Esporte