Fórmula 1 estuda mudar regra para incentivar pilotos a irem para a pista





















Ideia da mudança é evitar que sessões de treinos livres fiquem esvaziadas (Foto: Mark Thompson/Getty Images)

O regulamento da Fórmula 1 dá direito a cada piloto usar quatro unidades de potência (que compreendem o motor e seus componentes híbridos) por temporada. São 19 etapas. E, após apenas três, Fernando Alonso e Jenson Button, da McLaren já estão usando o terceiro elemento. Não é preciso ser um expert em matemática para saber que, mais cedo ou mais tarde, ambos serão punidos por exceder o limite, perdendo posições na classificação ou recebendo penas de tempo durante a corrida, caso estejam em uma posição muito ruim no grid.

A dupla da McLaren tem a situação mais delicada por este ser o primeiro ano do retorno da Honda, mas não está sozinha. Metade dos 20 pilotos do grid está usando a segunda peça de pelo menos um dos seis elementos que compõem a unidade de potência.

Os problemas de confiabilidade, mesmo no segundo ano dos motores V6 turbo híbridos, preocupam. Além das punições em si, os times tentam evitar que as sessões de treinos livres fiquem esvaziadas, com pilotos permanecendo nos boxes para preservar o equipamento. "É uma besteira virmos até aqui para ficarmos parados na garagem", criticou o chefe da Red Bull, Christian Horner.

Prevendo que a economia fará com que, cada vez mais ao longo da temporada, as sessões de treinos livres fiquem monótonas, a ideia é liberar uma quinta unidade somente para os treinos de sexta-feira. Para a classificação e a corrida, continuaria valendo o limite de quatro unidades por ano.

A medida tem apoio de todas as equipes e a questão foi entregue às fornecedoras de motores. Um pedido formal para a alteração das regras deve ser estudado na próxima reunião do Conselho da categoria, em maio, e só então deve sair do papel. "É um problema que nem existe ainda, mas queremos nos certificar de que ninguém vai deixar de andar no final da temporada por conta disso", explicou Bob Fernley, chefe da Force India. "Temos de agir agora, e não reagir quando já houver um problema."

UOL Esporte