Estaduais x Jogadores insatisfeitos

Neste domingo (5), durante o clássico Flamengo e Fluminense, o atacante Fred foi expulso e reclamou, até não poder mais, sobre a federação de futebol do estado e pediu o fim do Campeonato Carioca. Claro que o “chilique” repercutiu mal para o jogador e também em toda a mídia. 

Essa proposta de reduzir ou até mesmo acabar com os estaduais apareceu logo depois da criação do Bom Senso FC. Uma das mexidas feitas pela CBF foi prolongar o calendário de férias do começo do ano, onde o estaduais só começam em fevereiro. 

No entanto, terminar com os estaduais abre um precedente de que, para terminar algo, precisa-se renovar o outro. Esse outro, no caso, é o Campeonato Brasileiro. Rio de Janeiro passa por uma grande divergência entre clubes e federação, que proibiu qualquer parte das equipes de reclamar da organização do estadual. Isso não caiu bem para os jogadores do Bom Senso.

Uma renovação no quesito futebol no País é evidente que precisa acontecer. O molde atual é ultrapassado, antigo, velho, e ninguém mais o suporta. Mas, algumas partes ainda lucram com esse sistema, mesmo a audiência se mostrando a mais baixa no futebol moderno. 

Nas normas do Bom Senso diz que “este desequilíbrio [poucas datas para clubes modestos e datas demais para grandes clubes] traz inúmeros malefícios ao futebol brasileiro, como por exemplo a dificuldade dos clubes de menor expressão se estruturarem, se desenvolverem e se tornarem economicamente auto suficientes. Na outra ponta, o calendário faz com que os grandes clubes do país sofram com o alto índice de lesões de seus atletas e com a ausência de seus principais jogadores durante as datas FIFA.” Mas até agora nada mudou. O movimento ainda não chegou no seu auge, e está longe de chegar. 

Espero mesmo que um dia possamos ver times como Botafogo de Ribeirão Preto, Caldense, Democrata, Balsas e Central disputando qualquer divisão do Brasileirão, mesmo que para isso se crie inúmeras divisões no campeonato nacional. No entanto, o País tem milhares de clubes, a paixão pelo futebol ainda existe, mas a estrutura deixa muito a desejar. 

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