Em duelo direto, Coritiba bate Figueirense e fica perto do título

 . Foto: Valterci Santos/Futura Press

O zagueiro Jeci abriu o marcador da vitória que aproximou o Coritiba do título do Brasileiro da Série B

O Coritiba está próximo de coroar da melhor forma possível o ano de 2010. Campeão estadual no início da temporada e primeiro clube promovido à elite do futebol brasileiro, o time paranaense venceu o vice-líder Figueirense pelo placar de 2 a 1, gols de Jeci e Rafinha - Reinaldo descontou para os visitantes - e se aproximou do título do Campeonato Brasileiro da Série B.

O resultado positivo deixou o Coritiba com 70 pontos na tabela. Este número poderá dar ainda neste sábado o título da Série B, caso o Bahia não vença a Portuguesa, às 21h50 (de Brasília). Uma igualdade em Pituaçu deixaria os soteropolitanos sete pontos atrás dos sulistas, restando duas rodadas.

Da mesma forma que o algoz deste sábado, o Figueirense pode se beneficiar com o resultado em Salvador. Em caso de vitória do Bahia, os catarinenses conquistam o acesso ainda esta noite. O time alvinegro soma 63 pontos na tabela de classificação, sete a mais do que a Portuguesa, quinto colocado.

Na próxima rodada, o Coritiba encara o Icasa, no sábado, às 17h (de Brasília), no Romeirão, em Juazeiro do Norte. No mesmo dia e horário, o Figueirense encara o Guaratinguetá, no Dario Rodrigues Leite.

O jogo:

O jogo começou aberto e em alta velocidade. Querendo a vitória a todo custo, Coritiba e Figueirense partiram para cima das defesas adversárias e não economizavam nas subias ao ataque. Mas em casa, os paranaenses queriam mostrar que era ele quem mandava e criava as melhores chances, não demorando para abrir o placar.

Logo aos nove minutos, Marcos Aurélio cobrou falta cruzada pela direita e Jeci subiu mais que todo mundo para, de cabeça, acertar o ângulo esquerdo de Wilson e abrir o marcador no Couto Pereira.

Precisando da vitória para confirmar matematicamente seu retorno à elite, o time catarinense se abriu ainda mais e saiu em busca do empate. Porém, deu espaços para os contra-ataques do Coritiba, que ampliou seis minutos depois. Enrico disparou pela esquerda e cruzou rasteiro para Rafinha, na entrada da área. O meia dominou, cortou o marcador e fuzilou no ângulo direito.

Com 2 a 0 no placar, o Figueirense passou a demonstrar nervosismo em campo e errava muitos passes, não conseguindo chegar ao ataque. Por outro lado, bem tranquilo, o Coritiba seguia atropelando e buscando uma maior vantagem, só que não aproveitava as várias chances criadas. Em uma delas, Cleiton, sozinho, cabeceou para fora.

Só que em uma bobeada da defesa, já aos 37, Bruno invadiu a área pela direita e acabou sendo empurrado por Enrico dentro da área. Pênalti assinalado pelo árbitro Pablo Alves. Na cobrança, Reinaldo chutou forte no canto direito e Edson Bastos defendeu. Só que o próprio Reinaldo aproveitou o rebote e descontou.

Na volta para o segundo tempo, o Figueirense retornou melhor e conseguiu encaixar o seu estilo de jogo. Na velocidade, a equipe catarinense pressionava os donos da casa, chegando com perigo muitas vezes, quase conseguindo o empate.

Porém, o domínio absoluto durou 15min. O Coritiba conseguiu controlar a ansiedade e passou a equilibrar o confronto. Com jogadas pelo lado direito, o time chegava com perigo na área, principalmente com William e Rafinha, mas, assim como na primeira etapa, não aproveitou as oportunidades.

A partir daí, o jogo ficou lá e cá, com as melhores chances sendo alviverdes. Aos 20, Rafinha tocou para Marcos Aurélio, que invadiu a área e chutou cruzado, mas Wilson conseguiu tirar com a ponta dos dedos. Dois minutos depois, Juninho recebeu lançamento na área, mas Edson Bastos saiu bem do gol para fazer a defesa.

O tempo foi passando e o Figueirense começou a se tornar ainda mais ofensivo, na busca pelo empate. Com isto, deu espaços para o Coritiba também atacar, até com certa facilidade. Porém, o time não aproveitava as chances. Aos 27, Leandro Donizete invadiu a área pela esquerda e rolou para Rafinha que, sem goleiro, chutou por cima. Porém, o desperdício acabou não fazendo falta e, no final, mesmo com um certo sufoco, a festa no Couto Pereira terminou verde e branca.