Jogadores do Vasco se unem em defesa de Vágner Mancini

trabalho no Vasco, por conta das apresentações pouco inspiradas do time, está diretamente ligada com a fidelidade do elenco vascaíno com o treinador.

Desde o início da temporada, os jogadores o exaltam e, na hora da cobrança, prometem segurar a onda do chefe, se for preciso. Com a diretoria do clube, ele também possui muito prestígio.

A linha do profissionalismo seguida por Rodrigo Caetano indica que uma demissão inesperada não tem chance de ocorrer, mesmo com uma derrota para o arquirrival Flamengo, no clássico deste domingo.

A oscilação em campo, porém, já faz com que o comandante quebre a cabeça. Para enfrentar o Flamengo, desafio dos mais perigosos, o quarteto ousado na frente sairá de cena. A esperança é dar mais marcação ao meio campo, setor fundamental do rival.

Lançado sem medo pelo técnico, Philippe Coutinho só tem a agradecer pela confiança e papos ao pé do ouvido.

"O grupo está muito fechado e encaramos de forma normal ter uma caída. É claro que o diálogo aumentou para minimizar os erros e, nisso, Mancini dá liberdade. Estamos focados em um bom clássico, para que essas dúvidas acabem", afirmou o apoiador.

Para atacar as teses, Fernando Prass se expôs como um dos que, em geral, apanham da desconfiança.

"Contestação em cima de treinador, goleiro e centroavante é inevitável. São posições-chaves, que entram em discussão. Mas ele é um cara bem resolvido, com experiência no futebol e terá cabeça fria. Nem sempre quem critica tem razão", disse o Camisa 1.

Há quem vá duvidar do nível dos adversários confrontados até aqui. Mas a realidade é que, pragmático ou não, Vágner Mancini realiza o melhor trabalho da carreira em termos de aproveitamento (79%).

"Não há motivo para alarde, até porque as campanhas dos grandes pelo país são ótimas, talvez melhores que em outros anos", afirmou Fernando Prass.

Na segunda-feira, em caso de fracasso diante da equipe rubronegra, portanto, o Vasco não viverá uma crise.

"No Inter, em 2006, perdemos o Campeonato Gaúcho para o Grêmio e a confiança no Abel (Braga) rendeu a Libertadores e o Mundial" disse Élder Granja, que ostenta as faixas no peito.