Golfe e rúgbi são favoritos a entrarem nos Jogos de 2016

golfe e o rúgbi aparecem como os esportes favoritos para entrar nas Olimpíadas de 2016, com softbol e beisebol talvez também na disputa, de acordo com autoridades esportivas internacionais e olímpicas.


Em 2 de outubro, a oportunidade de sediar os jogos será concedida a Chicago, Madri, Rio de Janeiro ou Tóquio. Sete esportes estão competindo pela inclusão, sendo os outros três patinação sobre rodas, karatê e squash.

Na quinta-feira, os 15 membros do conselho executivo do Comitê Olímpico Internacional vão reduzir a lista a dois esportes, que serão postos em votação dia 9 de outubro, perante todos os 106 membros da assembleia do COI em Copenhagen. Ainda não foi decidido se os dois esportes propostos serão aceitos ou rejeitados individualmente ou em conjunto.

Os votos do conselho executivo do COI e da assembleia geral são imprevisíveis, mas, por enquanto, golfe e rúgbi parecem ser os candidatos na liderança, com softbol talvez na terceira posição.

"Isso é o que tem circulado", disse Don Porter, presidente da Federação Internacional de Softbol. "Mas nos círculos olímpicos, você sempre escuta algo diferente a cada 10 minutos."

O golfe pode oferecer um número de competidores prontamente identificáveis, como o maior jogador do mundo, Tiger Woods, que é talvez o atleta com maior visibilidade do planeta fora do futebol e da NBA. A presença de Woods agradaria o desejo do comitê olímpico de ter o campeão mundial de cada esporte participando dos jogos.

Os torneios olímpicos masculino e feminino podem ocorrer nos campos já existentes, e autoridades do golfe concordaram em não realizar eventos durante as Olimpíadas de 2016, de acordo com o COI. Por outro lado, alguns clubes de golfe têm sido criticados por excluírem mulheres e minorias. Além disso, a competição olímpica não teria a importância de, por exemplo, o Masters ou o British Open.

No rúgbi, que está ampliando sua visibilidade internacional, há a proposta de usar uma versão com sete jogadores em campo, ao invés dos 15 usuais. Essa versão garante partidas mais curtas, movimentação mais acelerada e a possibilidade de realizar mais jogos nos 16 dias das Olimpíadas. Uma presença olímpica também pode aumentar a popularidade do rúgbi feminino.

Há a sensação de que o rúgbi possa ter uma chance porque é um dos esportes favoritos de Jacques Rogge, o presidente do COI, que já jogou o esporte. Mas Christophe Dubi, o diretor esportivo do COI, disse que Rogge não faz campanha para nenhum esporte em detrimento de outro. Rogge pode manifestar sua preferência quando o conselho executivo se reunir para a votação, mas isso não é uma certeza, anunciou o COI.

O softbol feminino esteve nas Olimpíadas de Atlanta em 1996, mas depois dos Jogos de Pequim foi retirado junto com o beisebol. Muitos acreditam que o COI eliminou o softbol porque os Estados Unidos haviam dominado o esporte, ganhando as três primeiras medalhas de ouro. Mas o Japão ganhou em Pequim e certas autoridades afirmam que o COI sente que cometeu um erro ao engavetar o softbol junto do beisebol.

Reintegrar o softbol ajudará o COI a cumprir seu compromisso com a equidade de gênero. As Olimpíadas também representam o auge da competição de softbol, o que é importante para o COI. E, diferente do beisebol, o softbol tem estado livre de escândalos de doping. Essa foi uma razão para o softbol ter se recusado a fazer uma campanha conjunta de reintegração com o beisebol.

Softbol e beisebol podem enfrentar uma difícil batalha política e burocrática. Não há delegados dos Estados Unidos no comitê executivo do COI. E o COI tem um longo histórico de tensão com o Comitê Olímpico dos EUA.

A candidatura do beisebol pode ser prejudicada pelo fato da redução da lista de esportes propostos acontecer antes da escolha da cidade anfitriã para os jogos de 2016. O beisebol seria extremamente popular em Chicago ou Tóquio, mas o esporte poderá já estar fora da competição quando a cidade anfitriã for escolhida.

Autoridades do beisebol pediram que o torneio olímpico fosse reduzido para cinco dias, de forma que o jogo das grandes ligas pudesse ser interrompido apenas por um curto período, talvez estendendo o intervalo dos competidores All-Star. A inclusão de algumas grandes ligas nas Olimpíadas também foi confirmada, o que garantiria estrelas conhecidas aos jogos.

Mas a escalação não estaria repleta de jogadores das grandes ligas e as Olimpíadas não substituiriam a World Series ou o World Baseball Classic em importância. Esportes de patinação sobre rodas, como patinação de velocidade, patinação artística e hóquei sobre patins, são extremamente populares nos Jogos Pan-americanos e são da preferência de Juan Antonio Samaranch, ex-presidente do COI. Eles podem atrair um público televisivo mais jovem, como o snowboard nas Olimpíadas de Inverno.

Ainda assim, ao lado do squash, a patinação sobre rodas não tem uma presença internacional grande o bastante para entrar no programa olímpico. Já o karatê tenta o acesso através de um programa que inclui também artes marciais como tae kwon do, judô, boxe e luta livre.