Fim de sombra e salvação; saiba as missões de Kleina no Palmeiras


O treino da última quarta-feira foi o último do interino Narciso à frente do Palmeiras. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
O treino da última quarta-feira foi o último do interino Narciso à frente do Palmeiras
Gilson Kleina comanda nesta quinta-feira seu primeiro treino à frente do Palmeiras. Agora com a possibilidade de dirigir um grande clube brasileiro, o treinador terá duas difíceis missões: evitar o rebaixamento do tradicional clube alviverde à Série B do Campeonato Brasileiro e apagar a sombra de Luiz Felipe Scolari. Na última quarta-feira, apesar de admitir a falta do ex-comandante, Marcos Assunção deixou exposta a vontade de ajudar o novo profissional responsável pelo comando técnico.
Logo após chegar à improvisada sala de imprensa no resort, em Itu, onde a equipe de Palestra Itália se concentra nesta semana, Marcos Assunção foi perguntado sobre a contratação de Gilson Kleina. Contudo, antes de falar sobre o novo técnico, o volante discursou de maneira emocionada sobre Felipão, Murtosa e outros dois profissionais que deixaram o clube após a chegada do novo técnico: o preparador físico Anselmo Sbragia e o preparador de goleiros Carlos Pracidelli, que se despediram do elenco nesta quarta-feira.
"O grupo está muito triste pela saída de vocês. Espero que tenham muita sorte em outros clubes no futuro. Vamos fazer de tudo para sair dessa situação por vocês", disse Assunção sobre os antigos funcionários palmeirenses, agora desempregados por conta da má fase.
Recomposto depois de falar sobre o passado recente alviverde, Assunção mudou o tom. A nostalgia por Felipão e os antigos auxiliares se transformou em gana e vontade para com o novo treinador. De acordo com o volante, o elenco demonstrará grande empenho para evitar o rebaixamento e constrangimento para Kleina, que terá apenas 13 jogos no Campeonato Brasileiro para tirar o time da zona da degola.
"Falando de novo técnico, comissão, vamos fazer de tudo para que o trabalho possa ser bem feito. Estamos com a nova comissão e quero desejar boa sorte. Conheço o Kleina pelo excelente trabalho que ele fez na Ponte Preta. Espero que ele tenha sorte e possa nos ajudar a sair dessa situação ruim que nos encontramos", afirmou Assunção, que nega vontade de opinar a fim de auxiliar o novo treinador.
"Está chegando um treinador que é supercompetente para ver o que está dando errado, que local do campo as coisas não estão indo bem para que ele possa trocar. Se cairmos, não será bom para ele, e sim para nós. Vamos ter a ajuda dele nos orientando. Porém, não adianta chegar treinador se os nós, jogadores, não ajudarmos. Pode vir Felipão, Vanderlei (Luxemburgo), Muricy (Ramalho), Gilson Kleina, Falcão, mas se não trabalharmos mais, mais focados, com mais vontade, não conseguiremos sair dessa situação", reiterou.
A primeira grande oportunidade para Kleina diminuir a sombra deixada por Luiz Felipe Scolari será no próximo sábado. Já nesta quinta-feira, o técnico comandará seu primeiro treino tendo em vista a preparação para o duelo contra o Figueirense, válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, e que será disputado no Orlando Scarpelli.
Pela má situação dos catarinenses também, o confronto é visto como decisivo para o Palmeiras - apenas dois pontos separam os dois times na tabela de classificação (22 para os catarinenses e 20 para os paulistas). No que depender de Assunção e do restante do elenco palmeirense, segundo o volante, Kleina poderá colher resultados positivos com apenas dois dias de trabalho.
"Enquanto houver uma gota de esperança, estarei lutando até o final. Não vou desistir. Sou um cara que não desiste fácil não. Enquanto houver essa possibilidade de salvação, não vamos desistir. A partir de agora, com novo treinador, espero fazer tudo perfeito para que as coisas possam fluir dentro de campo", completou o experiente volante palmeirense.
Para terminar o ano da melhor maneira possível, Kleina precisará subir o aproveitamento palmeirense no Campeonato Brasileiro de uma maneira soberba. Depois de 25 rodadas, a equipe alviverde ostenta a incômoda marca de ser o time mais derrotado na competição, com 15 placares negativos. Nos últimos 13 jogos, para chegar na famosa "zona de conforto", o clube precisa somar 25 pontos, no qual dependerá de oito ou nove vitórias para se salvar.
Terra

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