Grand Prix vira vestibular para apontar cortes na Seleção feminina

Nomes como Paula Pequeno (foto), Mari, Sassá e Fernanda Garay dependem de condições físicas para irem a Londres. Foto: Léo Pinheiro/Terra

Nomes como Paula Pequeno (foto), Mari, Sassá e Fernanda Garay dependem de condições físicas para irem a Londres

A Seleção Brasileira feminina de vôlei que disputa o Grand Prix 2012 enfrenta um dilema, até maior do que encerrar a série de dois títulos consecutivos dos Estados Unidos: a Olimpíada de Londres. Com um time ainda indefinido, o técnico José Roberto Guimarães precisa fechar a lista de 12 nomes que levará a Inglaterra para a competição, que será disputada a partir de 29 de julho.

Para a próxima semana do Grand Prix, na China, o técnico José Roberto Guimarães já afirmou: levará 16 jogadoras para avaliação. Destas, quatro devem ser cortadas para fechar a lista oficial. E talvez mais do que a parte técnica, a questão física deve ser primordial para ajudar o treinador nesta escolha.

Das jogadoras que enfrentaram a Alemanha nesta sexta-feira, em São Bernardo do Campo (SP), Paula Pequeno e Mari são as menos tranquilas - a primeira, com dores no cotovelo, enquanto a segunda, com problemas no dedo da mão. A ponteira Sassá, ausente da partida, se recupera de lesão no tornozelo e também está na lista de perigo de José Roberto Guimarães - assim como a também ponteira Fernanda Garay, poupada da segunda semana de Grand Prix em virtude de dores no braço esquerdo.

"A gente teve algumas jogadoras que não foram bem. A Paula sentiu o cotovelo no treino ontem (quinta-feira), e a recepção sempre preocupa", alertou o técnico, demonstrando uma boa possibilidade para jogadoras que atuam em mais de uma posição. "Eu tenho dúvidas, não posso dizer que não. Mas vamos dar tempo ao tempo. Vamos ver essas jogadoras versáteis, ver as que estão em recuperação", completou.

Dentre as versáteis citadas, Mari surge como nome com pouco risco de corte. Depois de atuar como oposto nos jogos da primeira semana do Grand Prix, a camisa 7 jogou nesta sexta-feira como ponteira, e não decepcionou. Na saída do jogo, mostrou bom humor e se colocou à disposição do técnico para ir a Londres.

"É para isso que eu sirvo, né? Para entrar como precisar... É o curinga", brincou, sem optar por uma posição na convocação de Zé Roberto. "Na verdade, para mim, tanto faz", completou.

Por eliminação, Fernanda Garay seria a mais sujeita a um corte, mas o discurso do treinador dá apoio à recuperação da camisa 16 e ajuda a semear ainda mais dúvidas em torno dos cortes. "Até o momento, são baixas leves. A Fernanda está melhor hoje. Se fosse Olimpíada, ela jogaria", disse, um dia após poupar a ponteira dos três jogos deste fim de semana.

Enquanto isso, nomes como Fabiana, Thaísa, Jaqueline, Fabi, Sheilla e Fabíola parecem mais próximas dos Jogos Olímpicos. Melhor para Zé Roberto, que não esconde a preocupação com a boa condição física da seleção dos Estados Unidos - as atuais bicampeãs do Grand Prix surgem como as principais rivais do Brasil na busca pelo bicampeonato olímpico.

"Se nós fizermos uma projeção, estamos a 40 dias da estreia. Os técnicos dizem que é pouco tempo. Os Estados Unidos vieram de uma etapa mais tranquila, contra Alemanha, República Dominicana e China Taipei. A força está na oposto (Destinee) Hooker, que jogou no Brasil este ano (Sollys Osasco), e nas centrais, que estão muito bem", analisou.

Terra

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