Cerca de 50 torcedores receberam delegação do Corinthians em desembarque no Aeroporto de Narita
Começou. O Corinthians, enfim, chegou ao Japão para a disputa do Mundial de Clubes, exatos três dias depois de deixar o Brasil empurrado por uma multidão de 15 mil pessoas que invadiu o Aeroporto de Guarulhos para se despedir. E teve de tudo no desembarque alvinegro em Tóquio nesta quinta-feira, de medo de japoneses a correria, confusão e principalmente muita festa.
O dia começou longo para os corintianos que moram e que foram ao país asiático torcer pelo time do Parque São Jorge. Muitos se deslocaram diretamente a Nagoya para esperar pela equipe à porta do Hotel Hilton, onde a delegação iria se hospedar. Uma minoria - composta por cerca de 50 pessoas - foi ao Aeroporto de Narita, em Tóquio, aguardar a chegada dos ídolos.
Antes de os jogadores começarem a entrar no saguão, contudo, a forte presença policial chamava a atenção. O Japão resolveu multiplicar a segurança por medo após a divulgação de vídeos da torcida corintiana em Guarulhos na última segunda, quando a invasão ao Aeroporto de Cumbica proporcionou confusão com tiros de borracha e até spray de gás de pimenta no adeus alvinegro do Brasil.
Assim, entre aproximadamente 70 policiais e seguranças que rondavam e tomavam conta do desembarque corintiano, os atletas foram aparecendo e causando correria entre torcedores, guardas, imprensa e até curiosos, que não sabiam do que se tratava. Uma americana, assustada ao ver o caos se instalando, perguntou horrorizada a uma amiga: "quem diabos são essas pessoas?"
De Narita, a delegação paulista pegou ônibus e trem até Nagoya, em viagem de três horas de duração. E se os jogadores já ficaram surpresos com a quantidade de fãs no aeroporto (Romarinho chegou a dizer que ficou emocionado com o assédio), ficaram ainda mais espantados com a recepção programada para a porta do Hotel Hilton.
Mais de 200 torcedores alvinegros criaram um verdadeiro "clima de estádio" e saudaram os atletas com bandeiras, gritos e muita confusão. Os japoneses, atônitos, precisaram recorrer à segurança do hotel e também a reforço policial para conter o ímpeto dos corintianos, eufóricos com a chegada da equipe. Até grades de proteção foram colocadas para facilitar o acesso dos jogadores.
Teve espaço também para um princípio de empurra-empurra e excessos de corintianos com bebida, em festa que parecia não ter hora para acabar. A polícia tentou controlar as ações por meio de um megafone, mas foi ignorada ao ver a organizada do clube paulista seguir se esgoelando em músicas de incentivo. É, parece que a tão anunciada invasão corintiana ao Japão está começando. E isso foi apenas o primeiro dia...
Terra