Djokovic comemora ponto contra Nadal
O título em Madri foi o sexto seguido de Djokovic em 2011 e a vitória foi a de número 32 na temporada (o recorde de 42 vitórias pertence ao americano John McEnroe). Invicto neste ano, o sérvio acumula, além do Masters 1000, os troféus do Aberto da Austrália, do ATP 500 de Dubai, dos Masters de Indian Wells e Miami e do ATP 250 de Belgrado.
Djokovic foi o primeiro tenista desde Robin Soderling, em Roland Garros 2009, a superar Nadal em uma quadra lenta. Nadal buscava o 32° título neste tipo de quadra, o sétimo consecutivo.
A derrota do espanhol em Madri, além de interromper uma série de triunfos no saibro de Nadal, complica a situação do atual número 1 do mundo na briga pela liderança do ranking mundial. Como foi campeão em 2010, Nadal, mesmo chegando à final, perderá 400 pontos, ao contrario de Djokovic, que como não disputou o torneio no ano passado, somará 1000.
Desta forma, no ranking que a ATP divulgará na próxima segunda, Nadal aparecerá com 11.515 pontos contra 10.710 de Djokovic, que, desta forma, tem tudo para assumir a liderança no máximo até o final de Roland Garros.
O jogo
Djokovic, que no sábado derrotou o brasileiro Thomaz Bellucci na semifinal, começou a decisão com tudo. O sérvio, com ótima movimentação, dominava os pontos do fundo da quadra, tanto em seu serviço como nos games de saque de Nadal.
Desta forma, ele abriu 4/0, com duas quebras de vantagem, dando a impressão de que superaria com tranquilidade o rival. O atual campeão do torneio de Madri, contudo, reagiu, devolvendo as duas quebras e empatando em 5/5.
O lapso de Djokovic, porém, foi passageiro e o sérvio, combinando, agressividade e uma boa dose de sorte, voltou a superar o espanhol, conseguindo uma quebra no 12° game. No game decisivo do set inaugural, Djokovic conseguiu dois pontos com bolas que resvalaram na rede e caíram, indefensáveis, na quadra de Nadal.
A sorte de sérvio, ou a falta dela por parte do espanhol, descontentou a plateia, que vaiou ostensivamente o número 2 do mundo.
Segundo set
Nadal começou bem o segundo set, quebrando o saque de Djokovic. Quando parecia, contudo, que ele iria deslanchar, Djokovic voltou a dominar os pontos, devolvendo a quebra no game seguinte, com uma esquerda vencedora.
Com a confiança em alta, Djokovic jogava impecavelmente, sacando e devolvendo bem, jogando dentro da quadra e atacando as bolas na subida. Nadal, mesmo no saibro, tinha dificuldades em ser dominante e passava a maioria dos pontos correndo atrás das bolas retas e chapadas do sérvio.
A partida seguia empatada, embora Djokovic confirmasse os serviços com muito mais facilidade. Nadal, sem a intensidade habitual, era irregular, alternando grandes pontos com erros não forçados. Mesmo assim, o espanhol compensava o melhor jogo de Djokovic com muita luta.
Assim, sem quebras, o segundo set da decisão de Madri permaneceu até o décimo game, quando Djokovic, a um game do titulo, agrediu o serviço de Nadal e conseguiu a quebra derradeira para vencer o torneio e confirmar o status do melhor do mundo na atualidade em todas as superfícies.