Blatter ironiza críticas de Maradona: quando nos visita pede emprego

Maradona, em foto de 2010, exibe bola da Copa do Mundo no ano em que era técnico da seleção argentina. Foto: Getty Images

Maradona, em foto de 2010, exibe bola da Copa do Mundo no ano em que era técnico da seleção argentina

Homem que já causou polêmica ao atacar a Fifa, Diego Armando Maradona não preocupa o presidente da entidade, Joseph Blatter. Em entrevista ao jornal espanhol Marca, o suíço ironizou as críticas do argentino, dizendo que quando encontra o ex-jogador este sempre diz que quer "trabalhar para" o próprio órgão.

Em 2011, por exemplo, Maradona concedeu entrevista na apresentação como técnico do Al Wasl, dos Emirados Árabes Unidos, e criticou os dirigentes da Fifa, que na época convivia com acusações de corrupção no processo de escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 (Rússia) e 2022 (Catar).

Na ocasião, o campeão do Mundial de 1986 disse que "coisas estúpidas" acontecem "quando você tem muito poder" e apontou que "infelizmente" a Fifa havia virado "um grande museu" com "dinossauros que não querem perder o poder".

Em entrevista publicada em seu site nesta quinta, o Marca perguntou a Blatter sobre declarações como essa. O dirigente respondeu que "Maradona critica a Fifa e quando vem à nossa casa nos dá um abraço e diz: 'grande, presidente, eu quero trabalhar para a Fifa'". O suíço ainda completou classificando o ex-atleta, que foi demitido do Al Wasl em julho e desde então está sem clube, como "um bom rapaz".

Blatter descarta tecnologia e diz que erro é "fator importante":
Na mesma entrevista, Joseph Blatter ainda comentou sobre a introdução da tecnologia no futebol. Em julho passado, a International Board (órgão que regulamenta o esporte) aprovou o uso de um recurso eletrônico para definir se a bola ultrapassou a linha do gol.

Blatter disse que há dois anos era "totalmente contrário" a qualquer tipo de tecnologia, mas admitiu ter mudado de opinião durante a Copa do Mundo de 2010, quando o inglês Frank Lampard acertou um chute que ultrapassou a linha fatal contra a Alemanha, mas o gol não foi validado. Na partida válida pelas oitavas de final, a Inglaterra foi eliminada ao cair por 4 a 1.

O suíço, assim, considera o recurso eletrônico nesse caso "necessário", mas descarta tomar a mesma atitude para outras partes do jogo. Ele afirmou que fora da linha de gol "é impossível" utilizar a tecnologia, pois "não se pode controlar todo o campo". Ele ainda analisou que o futebol "é um jogo que inclui o fator humano" e no qual "o erro é um elemento importante para o fã, para que cada um siga sendo o melhor especialista do futebol".

No caso da linha fatal, a Fifa trabalha com dois sistemas para dirimir dúvidas: o Hawk-Eye ("Olho de Falcão"), já utilizado no tênis, com diferentes câmeras localizadas por volta da área de jogo que refazem a trajetória da bola; e o GoalRef, que utiliza um chip colocado na bola, ativado por sensores instalados na linha do gol. A tecnologia já será utilizada no Mundial de Clubes de 2012, no Japão, e também na Copa das Confederações de 2013 e na Copa do Mundo de 2014, ambas no Brasil.

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