Diretoria do Fla diverge sobre situação dos deslizes de Adriano

Presidente defende demissão caso jogador erre novamente; Zinho prefere aguardar e dar chance ao atleta. Foto: Mauro Pimentel/Terra

Presidente defende demissão caso jogador erre novamente; Zinho prefere aguardar e dar chance ao atleta

Os recentes deslizes de Adriano geraram contradição no discurso dos dirigentes do Flamengo. Principalmente no que diz respeito à decisão sobre o que fazer em caso de uma nova indisciplina. O diretor de futebol Zinho acha que isso não é determinante para a rescisão de contrato, pensamento diferente do da presidente Patricia Amorim.

A mandatária não pensa em aliviar a barra do atacante. Pelo contrário. Presente ao encontro na sede da Federação do Rio de Janeiro sobre violência de torcidas, na quinta, Patricia Amorim enfatizou que o Flamengo não será tolerante com novos erros e valerá o que foi redigido no contrato de produtividade assinado pelo jogador. Como já tem duas advertências, Adriano poderá ter o compromisso rescindido se for punido mais uma vez.

"O contrato é bem claro e de fácil entendimento. Em qualquer infração haverá punição. O Flamengo deu toda a chance, todo o espaço, sabia dos riscos, sabe dos riscos, mas a realidade é o que está escrito. E nós vamos fazer valer o que está escrito. O Flamengo tem de ser preservado como instituição séria que é e assim será", disse.

Escolhido por Patricia Amorim para tomar as decisões do futebol do Flamengo, Zinho mostrou decepção com a atitude de Adriano e reconheceu que os problemas causados afetam não só o jogador, mas o clube. Contudo, mostra mais paciência com as falhas. Ele explica que a rescisão não é automática, mas a decisão, se o erro se repetir, será da cúpula de futebol.

"Não é a nossa intenção rescindir o contrato do Adriano se ele faltar mais uma vez. Isso foi uma forma de resguardar o Flamengo juridicamente. Mas o nosso principal objetivo é recuperar o Adriano para o futebol, porque ele ajudou o clube e é um ótimo jogador. Não queremos pressionar o jogador", explicou o dirigente.

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