Djokovic bate Federer, faz final inédita e mantém sonho do Grand Slam

Sérvio tenta ser o 1º jogador a ganhar os quatro Grand Slams de forma consecutiva desde 1969. Foto: AP

Sérvio tenta ser o 1º jogador a ganhar os quatro Grand Slams de forma consecutiva desde 1969

Novak Djokovic está na final de Roland Garros pela primeira vez na carreira. Muito mais constante que Roger Federer nesta sexta-feira, o sérvio superou o rival por 3 sets a 0, com parciais de 6/4, 7/5 e 6/3, em duas horas e cinco minutos. Agora, o número 1 do mundo desafiará o espanhol Rafael Nadal tentando conquistar um Grand Slam pela quarta vez seguida - feito que não é cumprido no circuito profissional desde 1969.

Caso Djokovic supere Nadal na final do próximo domingo, terá ao mesmo tempo os títulos de Roland Garros, Aberto da Austrália, Aberto dos Estados Unidos e Wimbledon. O último homem a vencer todos os Grand Slams consecutivamente foi o australiano Rod Laver, que faturou os quatro maiores torneios do mundo disputados em 1969.

"É verdadeiramente um sonho", disse o sérvio, questionado sobre essa possibilidade, ainda na Quadra Philippe Chatrier. Após encaixar um bom saque para converteu seu segundo match point, o tenista soltou um grito para comemorar e depois concedeu entrevista esboçando um francês e recebendo muitos aplausos do público.

Nadal, que bateu o compatriota David Ferrer na outra semifinal por 6/2, 6/2 e 6/1, tentará o sétimo título em Roland Garros e foi considerado "favorito" a triunfar pelo próprio Djokovic, na mesma entrevista.

O líder do ranking mundial e o vice se enfrentaram na decisão dos três últimos Grand Slams, sempre com vitória do sérvio. Nadal, contudo, superou uma sequência de sete derrotas consecutivas para o rival com o início da atual temporada de saibro: superou o antigo "carrasco" nas finais dos Masters 1000 de Monte Carlo e Roma.

O jogo

Nesta sexta, a maior regularidade de Djokovic definiu o confronto, disputado em meio a bastante vento em um dia de tempo instável em Paris, no qual chegou a chover.

Federer, que começou melhor a partida e sacou em 3/2 no primeiro set, teve dificuldades em controlar a bola e abusou dos erros não forçados, com 46 contra 17 de Djokovic - em bolas vencedoras, a vantagem do suíço foi de 33 a 27.

Mesmo após perder a primeira parcial, o suíço criou um grande momento na partida e abriu 3/0, com o saque na mão, na segunda. De novo, porém, a maior constância do sérvio falou mais alto; o tenista empatou o marcador por 4/4 e, mesmo depois de permitir que o rival servisse em 5/4, buscou mais duas quebras para vencer.

Já cabisbaixo devido à perda de grandes oportunidades nos dois sets anteriores, Federer foi uma presa mais fácil na terceira parcial. Djokovic converteu um break point para abrir 4/2 e não foi mais ameaçado pelo adversário, até conseguir a vitória que vinga a derrota por 3 a 1 para o suíço na semifinal de 2011 no mesmo saibro da Philippe Chatrier e mantém a chance de fazer história .

Para isso, o balcânico precisará superar o grande retrospecto de Nadal, que só perdeu em Roland Garros uma vez em toda a carreira: nas oitavas de final de 2008, para o sueco Robin Soderling. O espanhol, que ultrapassará o sueco Bjorn Borg e se tornará o maior ganhador do Aberto da França no caso do sétimo título, leva vantagem no confronto direto com o sérvio por 18 a 14.

No saibro, Nadal domina o retrospecto com 11 vitórias a duas. Em Roland Garros, o espanhol superou o rival na semifinal de 2007 e 2008 e nas quartas de 2006, sempre sem perder sets.

Djokovic, por outro lado, confia no retrospecto recente, que inclui um êxito por 3 a 2, com parciais de 5/7, 6/4, 6/2, 6/7 (5-7) e 7/5, na decisão do Aberto da Austrália, em uma quadra dura, em 29 de janeiro de 2012. O jogo durou cinco horas e 53 minutos, sendo o mais longo de toda a história em finais de Grand Slams.

"Espero jogar um pouco menos. Seis horas é muito longo", disse o sérvio, sorrindo, com referência à final do próximo domingo. Ainda falando sobre a final em Melbourne, o tenista disse que aquele foi "o jogo mais belo" de sua carreira.

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