Decisão cria clima de euforia e incerteza entre rivais mineiros

A final da Copa do Brasil entre Atlético-MG e Cruzeiro criou um clima de euforia entre jogadores, dirigentes e torcedores. Porém, ao mesmo tempo, a responsabilidade em cima dos dois rivais aumenta, já que um insucesso na competição terá influência direta no final do ano das equipes e também nas rodadas derradeiras do Campeonato Brasileiro.

O Cruzeiro é o líder do Brasileirão com 64 pontos e está próximo de conquistar o bicampeonato nacional. Porém, uma derrota para o arquirrival na Copa do Brasil poderá influenciar no moral do time na fase decisiva do torneio de pontos corridos, apesar da vantagem de cinco pontos para o São Paulo, segundo colocado.

"A gente vai fazer de tudo para ser campeão dos dois, não pensamos assim (de perder um título). É reta final de temporada e nós temos que dar o nosso máximo, nos dedicar, procurar sempre estar jogando em alto nível. Só temos jogos importantes e a gente tem que estar pronto para qualquer situação", disse o volante Henrique.

Mesmo que o insucesso em um torneio não signifique a perda do outro, assistir ao arquirrival conquistar um importante título no cenário nacional pode refletir até na montagem do elenco para a temporada seguinte. O diretor de futebol do Cruzeiro, Alexandre Mattos, evita pensar na possibilidade.

"Nem cogitamos isso. Sabemos da necessidade de entrar focados, porque temos um adversário que sabe jogar sob pressão e que vai nos dificultar. Estamos muito confiantes nesse título", comentou o dirigente.

Uma derrota na decisão também pode influenciar os planos do Atlético. O time de Levir Culpi tende a priorizar a Copa do Brasil, uma vez que deixou o G4 do Brasileirão na rodada passada e se afastou da classificação para a Copa Libertadores 2015, objeto de desejo de comissão técnica e diretoria.

O título do mata-mata, portanto, tornou-se obsessão do elenco. Dátolo sequer cogita perder para o arquirrival no maior clássico da história. "Não estamos pensando em derrota, estamos pensando que será um clássico disputado, histórico. Claro que um clássico em uma final muda muita coisa para todos os clubes".

O fato de ver o vizinho da cidade celebrar a conquista incomoda até os atletas que não têm ligação tão estreita com o clube que defende atualmente. Natural de Alagoas, Luan nasceu longe da rivalidade entre os mineiros, mas não esconde que um revés lhe deixaria de 'cabeça inchada'.

"É jogo que vai parar a cidade, o país, todo vai olhar para Minas Gerais. Era o momento que todos queriam. Muita coisa estará em jogo, muita influência. Sabemos da rivalidade que é grande, mas vamos jogar com respeito ao rival e pés no chão, não tem nada acertado", ressaltou o atacante atleticano.

UOL Esporte