Leão negou ligar para a pressão sobre o cargo, que diminuiu depois da classificação
Pressionado e com o risco de perder o cargo. As duas situações negativas citadas anteriormente, e vividas por Emerson Leão nos últimos dias, acabaram cessadas depois da vitória por 3 a 1 sobre a Ponte Preta, na noite da última quinta-feira, no Estádio do Morumbi, e da vaga às quartas de final da Copa do Brasil. Sem se apegar à cobrança interna, o treinador destacou o reconhecimento popular recebido para não demonstrar temor em relação ao emprego, ameaçadíssimo em caso de eliminação diante dos campineiros.
"Para mim está bom. Tenho caminhado pela rua e recebido elogios. As pessoas estão satisfeitas com o empenho da equipe e com o nosso trabalho. O que vem da rua vale muito para o atleta e para o treinador. Quando há essa sintonia, não existe vaia, existe apoio, até quando o time não se encontra bem. Não somos duas coisas. O São Paulo é um só para todos", discursou o treinador, satisfeito pelo desempenho do time diante da Ponte.
"Foi uma vitória muito boa. Fizeram tudo que eu esperava", resumiu o comandante, que não se incomodou com os protestos oriundos das arquibancadas quando o São Paulo ainda estava atrás do marcador - com menos de 30min, o público no Morumbi pediu "raça" aos jogadores, até então abalados pelo rápido gol de Somália.
"Quando você está perdendo em casa, a torcida busca uma fórmula para ajudar. Talvez ela tenha encontrado nessa palavra um meio de se comunicar. A coisa melhor que nós temos é uma transpiração acentuada", destacou o técnico são-paulino, aliviado pela classificação.
A vitória sobre a Ponte Preta modificou o ambiente vivido por Leão. Pressionado por resultados desde a queda para o Santos na semifinal do Campeonato Paulista, o comandante viveu uma situação constrangedora às vésperas do jogo de ida contra a Ponte Preta, quando a diretoria do clube afastou o zagueiro Paulo Miranda, apontado por alguns membros da cúpula como "vítima de uma enorme pressão" por conta da derrota para o time de Neymar.
A decisão dos superiores incomodou Emerson Leão, que não escondeu a insatisfação com a decisão tomada sobre o zagueiro, um dos jogadores de confiança do treinador dentro do atual elenco são-paulino. Tal manifestação, contudo, não fez o treinador temer o cargo. Pelo contrário. O comandante afirmou não se prender a elogios internos e negou qualquer pensamento sobre uma possível demissão.
"Aquele que pensa pequeno jamais será grande", filosofou o treinador, em mais uma das respostas curtas da entrevista pós-classificação da última quinta-feira. Ele também não se alongou ao responder sobre a relação com os principais dirigentes do time, como o vice-presidente de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, e o diretor de futebol Adalberto Baptista, além de, claro, o presidente Juvenal Juvêncio.
"Meu relacionamento com os diretores é igual e nada mais. É igual, e nada mais", resumiu Leão, que também não afirmou se recebeu o parabéns dos diretores pela classificação às quartas de final da Copa do Brasil. "A diretoria do São Paulo é muito extensa, eu recebo muita gente na minha sala", fugiu o treinador são-paulino.
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